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A importância de viver o luto e aprender a superar esse momento

Qual é a importância de viver o luto, quando um ente querido morre?

A perda de uma pessoa querida é uma das experiências mais dolorosas e intensas que qualquer ser humano pode sofrer. O luto pode ser analisado através de diversas dimensões: psicológicas, espirituais, culturais, políticas, sociais, incluindo os rituais que podem ser entendidos como uma etapa de enfrentamento de valor para o enlutado. O encerramento do luto depende de vários fatores, como por exemplo, Quem é que morreu? Foi uma pessoa muito importante? Como a pessoa morreu? Em que circunstância perdeu o ente querido? Que tipo de relação tinha com a pessoa? Que tipo de ajuda recebeu quando estavam de luto? Às vezes as pessoas não recebem ajuda nenhuma, por isso é importante visitar as pessoas que perdem alguém. Portanto, o ritual do enterro dá ao enlutado um sentido de segurança e conforto a existência de um corpo para enterrar e de um lugar para visitar. Há também um acolhimento por trás do ritual e os serviços funerais que, se bem feitos, podem constituir um dos fatores de proteção na resolução do luto, tanto tornando mais real a perda, quanto oportunizando a expressão de pensamentos e sentimentos sobre o falecido e criando um espaço e momento de apoio dos que vêm para as despedidas e para confortar os enlutados. Assim como preparamos a chegada devemos preparar a partida.

Como familiares devem encarar a morte a fim de sofrer menos?

Esquecer ou aprender a trabalhar com a perda? Esquecer é difícil, o ideal e aprender a lidar com a perda, que é real e irreversível. A duração das reações de luto parece estar relacionada à forma como o enlutado faz o trabalho de luto, que requer reajustes frente à ausência do falecido, a formação de novas relações e a libertação em relação ao pesar pelo falecido. Os rituais não se limitam ao momento posterior à morte, podem ocorrer em outros períodos, permitindo a exteriorização das lembranças, a demonstração da saudade o que pode ser salutar para o processo do luto, como é o caso das visitas ao cemitério. A forma como o luto é vivenciado e resolvido depende de vários determinantes: experiências prévias de perda, idade do enlutado e do falecido, religião, fatores culturais e familiares, estresses secundários para o enlutado, habilidades de enfrentamento do enlutado para suportar perdas, etc. Algumas atitudes podem ajudar na resolução da dor do luto, como por exemplo: Saber viver o luto, ou seja, saber expressar as emoções, procurar parentes e amigos que ajudem a vencer a dor da perda; Aceitar que está de luto, encarar a perda e chorar a dor no período certo; Chorar, não ficar guardando essa emoção; Rezar pela alma da pessoa falecida. A vida não acaba com a morte, a gente pode continuar amando as pessoas que já faleceram. Para quem acredita que a vida acaba após a morte, o luto vai ser muito mais difícil e doloroso.

É bom para a família lembrar dessa pessoa no dia de finados?

Sim. O dia de finados e um dia especial onde a grande maioria das pessoas visita o túmulo de seu ente querido, levando flores, acendendo velas, etc. A data é propícia à reflexão e, especialmente, à expressão da saudade. É interessante notar que, apesar de algumas transformações que vão ocorrendo no tempo, os rituais repetem as tradições de uma família, de um grupo, de uma cultura. A importância do ritual não está em sua repetição genuína do que foi no passado nem em sua alteração para atender as necessidades do presente, mas no significado que traz, podendo ser um momento e um espaço de conforto e paz. Os rituais contêm símbolos especiais. Flores, por exemplo, são símbolos comuns nos rituais. Mas vale lembrar que o mais importante é dar flores em vida.

Autoria: Rangel Barbosa de Lima – Psicólogo Clínico e Organizacional

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